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terça-feira, 24 de abril de 2012

PÂNICO NA BAND – Humor Genial ou busca pelo Ibope a todo Preço?




No dia 28 de Setembro de 2003, o Programa Pânico na TV foi ao ar pela RedeTv seguindo a mesma proposta do programa já fazia grande sucesso pela rádio Jovem Pan. A idéia central do programa era manter o tom humorístico, com brincadeiras nas ruas, gozações com componentes e a participação constante de diversos personagens em quadros que davam o tom de humor e diferenciação ao programa. Aos poucos o Pânico na TV começou a ganhar fãs de seu programa na TV, e mais ainda, começou a ganhar visibilidade e repercussão com tudo que faziam. O objetivo estava alcançado, mais que um simples programa humorístico, o Pânico na TV se tornou um verdadeiro formador de opinião, e quando o assunto era fazer piada, este era com certeza o melhor modelo a seguir.

Aos poucos o programa foi ganhando notoriedade, conquistando espaço entre os artistas e ganhando milhares de fãs, principalmente na web, visto que o principal perfil telespectador do programa são os jovens que vivem conectados as redes sociais, ou seja, aliando humor, diferenciação e redes sociais, o Pânico na TV expandiu seus horizontes e conquistou espaço na mídia e na programação das pessoas nos domingos a noite.

Porém, como todos dizem, conhecemos a verdadeira face das pessoas quando colocamos poder em suas mãos. Com o passar do tempo, o programa começou a sofrer com o mal comum que aflige a maioria dos programas de humor, o excesso de exposição em alguns quadros. As piadas ficaram manjadas, e as risadas já não saiam com tamanha naturalidade como no inicio do programa, era visível que o público havia se cansado de algumas brincadeiras e esperava aflito por novas ações criativas que viessem a resgatar aquele humor inicial que o programa havia perdido. Quadros foram criados, novas risadas vieram, e acima de tudo, muita repercussão, porém, neste momento o programa já não se preocupava apenas em gerar repercussão, agora a brincadeira havia se tornado séria e o objetivo era alcançar a liderança no ibope, brigar de igual pra igual com as grandes emissoras, e conquistar muitos patrocinadores. Em pouco tempo o objetivo foi alcançado, mas a pergunta que começou a ser feita, era a que preço este objetivo estava sendo conquistado? Ao invés de apostar no humor, o programa começava a investir em quadros onde o grande foco era “castigar” alguns de seus próprios componentes, muitas vezes de forma ofensiva e violenta o programa começou a perder os traços de humor para se tornar uma espécie nacional do famoso “Jackass”. Este “novo formato” causou discussão e opiniões das mais distintas na web e nos veículos convencionais de comunicação, alguns questionavam a perda do humor, outros se pegavam apenas ao excesso de apelação que o programa vinha trazendo, pois o que rendia resultado no ibope, não eram mais os quadros humorísticos, mas sim os “castigos” que eram empregados a seus componentes.

Este ano o Pânico na TV passou por uma reformulação, após sua transferência da RedeTv pata a TvBand, iniciou-se o pensamento de que de alguma forma o programa poderia trazer novidades humorísticas, voltando com o bom humor e risadas fáceis que eram proporcionadas em suas primeiras edições na antiga emissora. O novo programa estreou, audiência lá em cima, repercussão geral em todos os veículos de mídia e o mesmo público fiel ansioso por novidades. Logo de cara uma troca das famosas “Panicats” mostraram que o programa teria uma nova energia, e desta apresentação das novas assistentes de palcos já se iniciou a primeira grande audiência na nova emissora. Aos poucos os novos quadros foram inseridos e resgataram aquele humor “diferenciado” de sempre do Pânico. Mas, logo após perceber que a repercussão a audiência se mantiverem firmes conforme número na emissora anterior, o programa voltou a apostar na idéia de “castigar” componentes como forma de gerar audiência, e deu certo. Neste ultimo domingo o programa levou ao ar a Panicat Babi Rossi que teve seu cabelo raspado ao vivo, visto que todas as novas Panicats já haviam passado por mudanças de visual (menos radicais), entre mechas, tinturas e cortes, sobrou para a loira raspar o cabelo. Pois bem, a indecisão do modelo de corte até o momento da máquina entrar em ação, gerou repercussão e audiência máxima ao programa, que conquistou 16 pontos de audiência e ficou na liderança por cerca de 30 minutos, objetivo conquistado mais uma vez. 

O problema desta vez, é que a repercussão gerada pela ação do corte de cabelo da Panicat Babi Rossi, não rendeu resultados tão positivos, muitos internautas postaram via Twitter e Facebook diversos comentários contrários a ação que acabava de ser realizada. Ao mesmo tempo em que o programa atingia níveis relevantes de audiência pela televisão, o mesmo gerava muito “burburinho” nas redes sociais, mas, acredito que a idéia do programa neste momento seja o tal do: “Bem ou Mal, o importante é falar de mim”. Se o objetivo é este, está alcançado com total êxito.

Por isso, resolvi escrever este post, pois tenho certeza que todo este assunto nos deixa uma reflexão muito interessante, até que ponto a briga pela audiência afeta a qualidade dos programa de TV? Vale a pena a busca pela liderança a todo preço?

Para estas perguntas existem respostas das mais distintas, na minha opinião, televisão é um meio abrangente e eclético, e a decisão de assistir ou não um programa esta nas mãos do telespectador, que decide através do controle remoto sobre sua preferência. A maior resposta para um programa que você não gosta é não assisti-lo, mude de canal, leia um livro, vá ao cinema, procure por outras formas de entretenimento que possam substituir a ausência da televisão naquele determinado horário, esta é a melhor forma de boicotar aquilo que você não apóia na televisão brasileira.

Espero que depois de ler este post, você leitor, possa opinar e se posicionar a respeito desta questão tão polêmica,a televisão mudou nos últimos anos, a qualidade saiu para a entrada dos interesses comerciais, mas até onde vai o limite da busca pela audiência?

Fique a vontade para entrar em contato conosco quando quiser, estamos a sua disposição para um bate papo sobre este post e outros assuntos.

Twitter: @leo2ts
“Os Sonhos nos Motivam, mas são as Idéias que nos Movem”

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