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quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

O Facebook se tornou Irrelevante... E Agora?

Caro leitor,


Nestes últimos dias, o universo das mídias sociais sofreu um grande baque que promete refletir de forma intensa em todos os segmentos que se utilizam destas plataformas para a divulgação de noticias e principalmente de propaganda.

A Folha de São Paulo, um dos maiores jornais do país, e uma das páginas jornalísticas mais influentes e “seguidas” no Facebook (mais de 5,9 milhões de seguidores) anunciou que deixará de compartilhar links com notícias e outros conteúdos em sua Fan Page. Segundo informações da imprensa, a decisão veio após analises internas onde foi identificado que o conteúdo jornalístico perdeu espaço de forma relevante quando a rede social optou por priorizar a distribuição de postagens pessoais.

Pra entendermos melhor o tamanho da queda de relevância que vem acontecendo no segmento, em janeiro deste ano, o volume total de interações (compartilhamentos, curtidas e comentários) obtidos pelas 10 maiores páginas de jornais brasileiros no Facebook caiu aproximadamente 32% na comparação com o mesmo período do ano passado. Este resultado mostra que as frequentes mudanças no algoritmo da rede social tem feito com que postagens de origem jornalística e comercial, em geral realizadas pelas Fan Pages, conquiste menor alcance e consequentemente menor interação com o público “seguidor”.

Com um cenário como este, o mercado de mídia começa a se perguntar sobre as alternativas para a dependência que muitas empresas e veículos de comunicação criaram com o Facebook. É certo afirmar que nos últimos anos houve uma explosão no número de novas páginas e postagens tidas como jornalísticas e comerciais, motivo este que fez o Facebook repensar suas estratégias de distribuição de conteúdo. 


Mas, e agora? Com toda esta mudança que vem ocorrendo na plataforma, o que será das empresas que apostam no Facebook como seu principal (e às vezes único) canal de vendas? De que forma elas conseguirão sobreviver e encarar um mercado cada vez mais competitivo?

Em primeiro lugar, gostaria de sugerir que todos os “social medias” que neste momento estão agendando consultas com seus terapeutas, respirassem fundo... Por mais difícil que possa parecer, já existiu vida inteligente antes da invenção do Facebook, e melhor ainda, antes da criação da famosa rede social, muita gente já fazia publicidade de qualidade e os jornais funcionavam muito bem...

Em segundo lugar, ao longo de minha experiência prestando consultoria de Marketing para micro e pequenas empresas, vi muitas delas cometerem o mesmo erro, que é o de acreditar que uma Fan Page com milhares de seguidores aliada a uma postagem diária é o suficiente pra alavancar seus negócios. O problema é que esta “fórmula mágica” disseminada por muitos cursos online e agências de marketing digital que não estão preocupadas em criar um produto ou fortalecer a marca do cliente como um todo, não é mais bem sucedido, pois o mercado já percebeu que curtidas e seguidores nem sempre pagam as contas no final do mês.

Sim amigos, neste universo de mídias sociais onde o número de seguidores é mais importante do que o número de clientes satisfeitos, uma postagem bonita se tornou prioridade ao invés de uma marca sólida.  Com esta filosofia, o Facebook foi infestado por páginas corporativas que enchiam nossa timeline de anúncios, promoções, campanhas publicitárias, descontos, e tudo quanto podia ser criado e divulgado com o objetivo de vender produtos, serviços ou apenas ideias. Com base no modelo “mágico” de uma publicação diária, as páginas se tornaram ocas de conteúdo, acreditando que mais importante do que o que você posta, é quanto você posta.

Aliado ao volume desenfreado de publicações, surgiu a corrida por curtidas, onde muitas empresas investiam em processos sem qualquer estudo ou estratégia, muitas vezes levando até a compra de seguidores, apenas com o objetivo de mostrar um número final relevante.  Sim, a estratégia do “quanto mais melhor” era o único guia de trabalho dessas empresas, sem se atentar ao perfil de público que estava atrelado ao seu produto ou marca, e muito menos sobre o engajamento e interação que a página produzia.

O problema disso tudo é que foi se criando uma bolha ao redor do Facebook, e neste momento começamos a ver a bolha se rompendo, o que com certeza já tem se refletido nos negócios de milhares de empresas e empreendedores pelo mundo. É comum conversar com clientes e parceiros e encontrar nos bate papos reclamações de que as postagens não ganham mais tantas curtidas como o desejado, e que a conversão em vendas é praticamente nula. E acredite, pelo o que parece, este será um cenário cada vez mais comum.

Enfim, diante deste “cenário apocalíptico” para algumas empresas, a pergunta que nos fazemos neste momento é: Como nos adaptarmos e criarmos soluções para a atual irrelevância do Facebook? Antes de qualquer coisa, acredito que este não seja o fim do mundo, e sim uma importante oportunidade para nos reinventarmos como marcas e negócios. É hora de rever nosso posicionamento na rede social, e acima de tudo, entender que esta é apenas uma ferramenta, nada mais do que um canal de venda e divulgação, e não o negócio em si. Mais importante do que a plataforma que utilizamos para enviar nossa mensagem ao público, é a própria mensagem.

E por isso mesmo, acredito que as relações humanas ainda são a melhor forma de cativar e consolidar um negócio, fazendo do nosso cliente um canal de vendas e publicidade gratuita.  A fidelização de clientes e o tradicional marketing boca a boca ainda são as estratégias mais rentáveis de marketing. Porém, muitas empresas acabaram criando o vício de que a melhor forma de conquistar mercado e gerar visibilidade para sua marca são as redes sociais, e apenas elas. Tenha nas mídias sociais uma aliada para o fortalecimento de sua marca, mas jamais faça dela sua única estratégia, afinal de contas, um negócio é construído por muito valor e diferenciais que jamais caberiam em apenas uma postagem diária. 


Olhe para o Plano de Marketing como um todo, inclusive dando atenção para o Marketing Offline, afinal de contas, nem todo seu mercado está imerso dentro de um smartphone o dia todo. Estude os hábitos e estilo de vida de seu público, com certeza você encontrará inúmeras oportunidades de se comunicar com ele de um jeito mais relevante, criativo e rentável do que com o impulsionamento de anúncios no Facebook.

Pense fora da caixa!

Se vale a pena seguir o exemplo da Folha e abandonar o Facebook? Acredito que ainda seja cedo demais para tomarmos essa decisão. Mas, vale aproveitar este momento de reflexão e critica para pensar em como seu negócio esta posicionado, e de que forma seu crescimento está única e exclusivamente relacionado ao bom funcionamento das mídias sociais.


Acredite, seu negócio é bem maior do que uma postagem diária.  


Um Grande Abraço e Muito Sucesso!



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